domingo, 12 de outubro de 2014

Um dia especial!

Olá gente! Quero compartilhar com vocês o meu dia ontem (sábado, 11/10/2014). Prometo não me delongar, mas preciso deixar tudo registrado em palavras.
Fui visitar a aldeia São Francisco, na Baía da Traição. Trata-se de um vilarejo simples, de casas de barro, afastadas umas das outras, com muito verde e sombras. Foi algo surpreendente do começo ao fim. Assim que cheguei, um garotinho lindo chamado Piracumã veio correndo ao meu encontro e me recebeu com um abraço. Como aquilo me impactou! Melhor recepção do que aquela eu não poderia ter tido! Logo depois veio Mayara que me cativou de um jeito singular. Sempre nos meus braços, Mayara me perguntava quando eu voltaria lá de novo e me emocionou ao perguntar quando eu retornaria para levá-la comigo. Nessas horas vontade é o que não falta né? *-*
Logo no início, vieram ao nosso encontro umas 20 crianças. Não esperei muito e já fui perguntando o nome de cada uma. Jupira, Cauê, Elana, Piracumã, Mayara, Caio (e todas as demais que não recordo os nomes) são crianças lindas, ativas, comunicativas, simpáticas, simples...
E com elas comecei a conversar, debaixo de uma barraquinha de palha, ao redor de uma mesa (na verdade, elas ficaram em cima da mesa mesmo, rss). Contei para elas a História do Livro sem Palavras. Usei as cores que estavam nas pulseirinhas que levei para elas. Elas aprenderam o que a Bíblia diz sobre o céu; que no céu o pecado não pode entrar; o que é pecado (é tudo aquilo que a gente pensa, fala e faz que Deus não gosta); as boas novas da salvação através do sangue de Jesus que deixa nosso coração limpinho e o crescimento espiritual através da oração e da leitura da Bíblia. Oramos juntas e cada uma levou consigo uma pulseirinha. Quando encerrei esse momento, para minha surpresa, começaram a surgir crianças e mais crianças, vindas de longe. O que antes eram só vinte, triplicou! Agora tínhamos umas 60 crianças! Meu Deus, quanta criança! Que coisa linda! Elas dançaram pra gente (é a maneira que eles fazem para agradecer a nossa presença e visita). Ao final da visita, oramos e na oração afirmamos a grandiosidade de Deus (criador de todas as coisas, inclusive da natureza) e oramos também por todas aquelas crianças. Enfim, foi isso que aconteceu. E nos despedimos. Saí de lá feliz não porque aqueles meninos e meninas ganharam sacolinhas e presentes apenas, mas porque eles ganharam o maior presente: JESUS CRISTO! Eles ouviram e aprenderam a respeito de Jesus!

Por fim, gostaria apenas de externar um pensamento meu (e talvez o de muitos de vocês)...

Quantos de nós, como igreja, temos buscado intensa e incansavelmente anunciar as Boas Novas de Salvação? Salvo as exceções, onde está a Igreja do Senhor? Estagnou? Engessou? Cansou? Dormiu? Tem outras prioridades? Que inércia é essa? Onde estão os jovens ativos e cheios de vigor? Quando me indaguei sobre tudo isso, eu me coloquei como a primeira da lista. Nós podemos fazer mais que isso, gente! Podemos estar juntos não apenas para comer uma pizza ou para passear, mas para arregaçar as mangas e ANUNCIAR O EVANGELHO DO REINO DE DEUS para crianças, índios, quilombolas, ciganos, sertanejos, amigos, vizinhos, irmãos, órfãos, viúvas, presidiários, hospitalizados, viciados, mendigos, depressivos, estrangeiros, etc. Um sábado... um feriado... uma folga... sempre temos um dia para nos reunir e ir! É um desafio? É sim! E dos grandes (seja com quem for e aonde for). Mas precisamos entender que não somos nós quem fazemos, é Deus quem faz através de nós! E tudo para a glória Dele!
JUNTOS SOMOS MELHORES! 

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Pra ser feliz não precisamos de tecnologia... de mansões ou coberturas... de videogames...
Mayara me ensinou que vida feliz é vida simples! É correr livremente sem medo de ser atropelada ou sequestrada... é montar um balanço numa árvore com uma corda e um saco de estopa... é dançar com o pé no pó da terra... é beber água de coco e comer tapioca... é se contentar com o que tem e ser grata a Deus por tudo! *-*
Fico me perguntando: será que somos pura e simplesmente felizes? 
Ou as coisas que temos nos tornam felizes?
Experiências como essa fazem com que, constantemente, eu reavalie meus conceitos. 
E agradeço a Deus por me permitir vivê-las intensamente!

Feliz Dia das Crianças!