segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A quem pertencem os nossos filhos?

"Sei que é inevitável e bom que os filhos deixem de ser crianças e deixem a proteção do ninho, tendo sido instruídos no Caminho do SENHOR e preparados para servi-LO em toda e qualquer circunstância. Nunca os empurrei para fora antes de ter a certeza de que estavam realmente preparados para alçarem seus próprios vôos. Sei que é inevitável que eles voem como flechas direcionadas no Alvo certo.
Sei que é inevitável que eles construam seus próprios ninhos e eu fique com o ninho vazio, no alto da montanha…
Mas, o que eu queria mesmo, era poder fazê-los de novo dormir no meu colo e colocá-los, cuidadosamente nos seus berços, embalados por lindas canções de adoração ao Senhor...
Existem muitos jeitos de voar. Até mesmo o vôo dos filhos ocorre por etapas. O desmame, os primeiros passos, o primeiro dia na escola, a primeira dormida na casa dos avós, no acampamento da igreja, a primeira viagem…
Desde o nascimento de nossos filhos temos a oportunidade de aprender sobre esse estranho movimento de ir e vir, segurar e soltar, acolher e libertar. Nem sempre percebemos que esses momentos tão singelos são pequenos ensinamentos sobre o exercício da liberdade com responsabilidade.
Mas chega um momento em que a realidade bate à porta e escancara novas verdades difíceis de encarar. É o grito da independência, a força da vida em movimento, o poder do tempo que tudo transforma.
É quando nos damos conta de que nossos filhos cresceram e apesar de insistirmos em ocupar o lugar de destaque, eles sentem urgência de conquistar o mundo, galgar degraus, buscar os novos horizontes que o Senhor mesmo os direciona, e tudo isso..., longe de nós.
É chegado então o tempo de recolher nossas asas. Aprender a abraçar à distância, comemorar vitórias das quais não participamos diretamente, apoiar decisões que caminham para longe. Isso também é amor.
Por mais que os amemos, e os amamos com um amor completamente único e sem fim, mesmo assim, não podemos mante-los ao nosso lado fisicamente, de forma ininterrupta, sob nossos cuidados; a grande verdade é que as vezes amamos tanto tanto, que se faz necessário deixar partir...
Muitas vezes, confundimos amor com dependência. Sentimos erroneamente que se nossos filhos voarem livres não nos amarão mais. Criamos situações desnecessárias para mostrar o quanto somos imprescindíveis. Fazemos questão de apontar alguma situação que demande um conselho ou uma orientação nossa, porque no fundo o que precisamos é sentir que ainda somos amados, o que nem sempre lembramos é que, mesmo alçando seus próprios vôos, o amor que nos une nunca se desfará, porque é verdadeiro e ímpar, mesmo num contexto diferente.
Muitas vezes confundimos amor com segurança. Por excesso de zelo ou proteção cortamos as asas de nossos filhos. Impedimos que eles busquem respostas próprias e vivam seus sonhos em vez dos nossos. Temos tanta certeza de que sabemos mais do que eles, que o porto seguro vira uma âncora que impede-os de navegar nas ondas de seu próprio destino, no caminho traçado pelo próprio Deus.
Muitas vezes confundimos amor com apego. Ansiamos por congelar o tempo que tudo transforma. Ficamos grudados no medo de perder, evitando assim o fluxo natural da vida. Respiramos menos, pois não cabem em nosso corpo os ventos da mudança. E somente quando lembramos de que eles não são originalmente nossos, é que aceitamos com mais confiança, que alcem os seus próprios vôos.
Aprendo que o amor nada tem a ver com apego, segurança ou
dependência, embora tantas vezes eu me confunda. Não adianta querer que seja diferente: o amor é eterno, mesmo que estejam geograficamente distantes, nunca se ausentarão do nosso coração, e nós jamais perderemos o nosso lugar de honra no coração deles.

Aprendo que a vida é feita de constantes mortes cotidianas, lambuzadas de sabor doce e amargo. Cada fim venta um começo. Cada ponto final abre espaço para uma nova frase.

Aprendo que tudo passa, menos a certeza de que a herança de Deus, confiada à nós, pais, é algo de incomparável valor e que um dia essa herança terá que ser devolvida, e a certeza de que fizemos o melhor que podíamos, é muito reconfortante. É nessa certeza que podemos pousar o nosso descanso e a nossa fé, porque nos dedicamos, abdicamos e oferecemos o nosso melhor.
Aprendo que existe uma criança em mim que ao ver meus filhos crescidos, se assusta por não saber o que fazer. Mas é muito melhor ter a certeza que buscamos em Deus a sabedoria para cuidar da Sua herança com dedicação e amor incondicional, do que ser simplesmente imprescindível.
Aprendo que é preciso ter coragem e consciência de que antes de nos pertencerem, pertencem primeiramente ao SENHOR e confiantes nessa irrefutável verdade, deixá-los voar...
E não há estrada mais bela do que essa.
Por fim, cabe-nos a eterna responsabilidade de cuidá-los, não mais fisicamente, não tão de perto como quando eram pequeninos e dependentes, mas em oração constante para que as suas vidas sejam reflexo claro e cristalino do grande amor de Deus e da sua eterna misericórdia e graça; sendo exemplo na sua geração, referencial de honestidade, caráter e dignidade, na certeza de que os ensinamos no caminho em que devem andar e que jamais, por nada, por ninguém ou por situação alguma, se desviarão desse Caminho."
Helena Costa - (Editado)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Chegando à Itália

Viajamos de Dublin para a Itália. Foi um voo super tranquilo, graças a Deus. Eu não gosto muito de voar e costumo dizer que Deus tem sido bondoso, nos dando voos sossegados. Só tenho a agradecê-lo por isso.

Pensei que a Itália fosse mais perto da Irlanda, rsrs. Mas foram 3 horas de voo! Quando chegamos no aeroporto de Roma, ainda no avião, vimos várias companhias de outros países como China, Emirados Árabes, entre outros, passamos pela imigração (não foi tão simples assim, mas conseguimos depois de inúmeras perguntas).

Ficamos por lá algumas horas até Débora (minha cunhada), juntamente com seu esposo Fabrício irem nos pegar. Aproveitamos para conhecer o aeroporto. Pensamos que ele fosse maior e mais moderno. Ele não é grande, penso que talvez seja por causa de algumas reformas que ele está passando e nem todos os acessos ficam liberados. Também não existem muitas lojas.

O que há de mais interessante que vimos foram os corredores que passam por cima da estrada, conectando as partes do aeroporto. Achamos o máximo! Se você ainda não conhece ou não viu, basta acessar meu canal no youtube e ver o vídeo da nossa chegada a Roma.

Também não sentimos tanto frio como em Amsterdã (talvez em Roma não faça todo esse frio). Vimos muitas pessoas de países do Oriente Médio e Ásia (o que não observamos nos outros aeroportos).

Enfim, essa foi nossa primeira impressão assim que chegamos. Ainda não conhecemos a capital da Itália. Mas penso que gostarei muito. Assim que saímos do aeroporto, fomos para a cidade onde estamos vivendo, subindo as montanhas. Aqui também é um encanto. Aguardem o vídeo no canal sobre nosso segundo dia na Itália e o presente que ganhamos!

Abraço!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Conhecendo nosso Vilarejo!

Hoje à tarde resolvemos dar um passeio pelo vilarejo onde estamos vivendo. Aqui é muito tranquilo (até demais, rsrs). Mas o lugar é de uma beleza fascinante. Quem quer viver longe de agitação, trânsito, estresse e respirar o ar puro das montanhas, este é o lugar! rsrs

Temos vídeos gravados do nosso tour pelo pequeno povoado que postarei em breve, se Deus quiser e permitir! (Não vejo a hora de postar os mais de 6 vídeos que tenho editados aqui).

Enfim, ainda não parei para pesquisar sobre a história deste lugar. O que sei é que as casas dessa região são típicas e bem características, muitas ainda de pedras. Muitas construções estão desabitadas devido ao último grande terremoto que aconteceu aqui em 2009. Outras até parcialmente destruídas. Pois é, acaba que o comércio forte e ativo que acredito que um dia existiu aqui, praticamente se extinguiu. Hoje existe apenas um grande supermercado que fica a 15 minutos caminhando daqui de casa, uma conveniência/lanchonete/bar, uma farmácia, uma funerária (rsrs), uma loja de material de construção e coisas para casa e um mercadinho (acho que não esqueci de nada. É todo o comércio desse vilarejo)

Agradeço a Deus o privilégio que é olhar, todos os dias, para essa paisagem e não me cansar de elogiar e de perceber quão perfeito é o Senhor, Criador de todas as coisas! Espero que tenham gostado de conhecer um pouco de onde estamos vivendo, ainda verão muito mais quando os vídeos forem para o meu canal do youtube! Abraços!


Igrejinha

Acho que não vou conseguir... (onde encontro uma chave deste tamanho?!)

Pracinha/mirante em frente à igreja

#semfiltro

Meu amor!

Muito lindo!

Casas típicas do vilarejo

Sam em busca das cavernas (tinham várias nesse lugar!)

Paz, contemplação, gratidão!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Próximos vídeos no VLOG!

Olá pessoal!

Por motivos de força maior, por enquanto, não poderei postar vídeos no canal. A previsão será daqui a um mês ainda. Não vejo a hora de voltar a postá-los até porque tenho uns cinco vídeos ou mais na fila de espera, rsrs. Dentre eles está o dia em que vimos neve pela primeira vez aqui na Itália. Enfim, por enquanto ficarei utilizando apenas o Blog para mandar as notícias. Esperam que gostem tanto quanto! ;)

Próximas publicações no youtube:

- Último dia em Dublin
- Chegando na Itália (Aeroporto de Roma)
- Neve na Itália
- Igreja na Itália
- Conhecendo nosso vilarejo
- Santo Stefano (passeio)

Abraço!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Primeira semana na Itália

Uma semana na Itália e...

Nunca pensei que acharia muito mais fácil falar inglês do que italiano.

Talvez ouvir ainda seja mais fácil, mas "parlar" definitivamente não dá. Mas o que adianta entender um pouquinho do que as pessoas falam se não consigo manter um diálogo? rsrs

Conheci meus cunhados e sobrinho (irmã do Sam, esposo e filho).

A Itália tem seus encantos. Estamos vivendo em contato direto com uma natureza linda e perfeita. 

Só havia visto montanhas com gelo pela TV, agora olho pra elas todos os dias!

Sei que só estou há uma semana e não sei por quanto tempo ainda vou permanecer, mas não gostaria de deixar a Itália sem visitar ao menos o Coliseu.

Em uma semana já vi neve caindo duas vezes! É muito lindo!

Já saí de casa e um cachorro grandão que nunca vimos e que estava na rua veio ao nosso encontro, pulando e brincando e nos acompanhou quase todo o caminho.

Foi nesta semana, aqui na Itália, que vivenciei, pela primeira, vez como é ter uma casa só pra gente (eu e meu esposo). Cozinha, sala, banheiro só nossos. E amei essa ideia! É muito bom ser dona de casa e cuidar no meu cantinho!

Fomos na Polícia Federal resolver questões de visto, conhecemos vários supermercados, compramos "coisinha para a casa". 

Andamos pelos lugares que foram parcialmente destruídos pelo último grande terremoto. Ficamos sabendo que na primeira noite que passamos aqui houve um tremor de terra (pequeno terremoto). Mas não sentimos.

Baixamos um aplicativo que nos mostra a quantidade de tremores de terra que teve no dia na Itália (com a intensidade e a distância entre o epicentro e onde estamos). E aí descobrimos como essa terra treme em um único dia! (apesar de nunca ter sentido nenhum, pois são leves.

Fomos à igreja, conhecemos novas pessoas. Pudemos praticar nosso inglês com uma finlandesa que nos foi apresentada.

Experimentei massa fresca (macarrões vendidos em bandejas nos supermercados) com recheio de ricota com espinafre. Senti muito frio, desci e subi muita ladeira (aqui tudo é montanha), coloquei bolsa de água fervendo nos pés para dormir.

Quanta coisa! Espero que tenham gostado. rsrs. Até a próxima!


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

3 meses de casada!

Olá pessoal!


Aqui estou eu, mais uma vez, para deixar registradinho no meu blog que ontem, 07 de Fevereiro de 2016, completamos, eu e meu esposo, 3 meses de casados! Uhuuu!!

Acho que estou devendo um post do segundo mês de casamento para os meus registros. Mas, em breve, colocarei aqui.

Este mês foi o primeiro mês que passamos em "nossa" casa. E, para não fugir à tradição, ele preparou meu café da manhã. Dessa vez, levou no quarto (que chique!). Como sempre, me surpreendendo, mesmo em meio a esse contexto de mudanças.

No final do dia, ele pegou meu livro de pintura, escolheu um desenho, coloriu e dedicou! São momentos e gestos como esses que jamais podemos esquecer e que sempre devemos cultivar em um relacionamento.

Agradeço a Deus por tudo. Um abraço aos amigos e família.


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Chegamos à Itália!

Tenho aprendido que quando planejamos algo, devemos colocar diante de Deus. Seja o que for! A bíblia nos ensina isso: "Ouçam agora, vocês que dizem: 'Hoje ou amanhã iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro'. Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa. Ao invés disso, deveriam dizer: 'Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo'. (Tiago 4:13-15)


Há poucos meses, planejamos nosso intercambio para a Irlanda. Estava tudo certo: 6 meses de estudo mais 6 meses de férias (com possibilidade para o trabalho, de acordo com a lei do país). Mas as coisas não saíram como planejamos. Se uma vontade deve e vai prevalecer esta é sempre a de Deus. 

Quando entramos num país como a Irlanda precisamos passar por uns procedimentos legais para conseguirmos nosso visto  de estudante. É necessário abrir uma conta, depositar um valor exigido pela imigração do país, comprovar esse valor através do extrato bancário. Nós iniciamos todo esse processo, mas, para encurtar a  história, depois de quase três meses, ainda não tínhamos aberto a bendita conta. Tentamos, em várias agências e nada! Vai entender? Tínhamos 3 meses para resolver tudo (tempo mais do que suficiente), mas não conseguimos. Nossa oração sempre foi para que o Senhor tornasse nossos ouvidos sensíveis a sua voz. 

Até que chegou um dia que a Lei do país mudou e, repentinamente, perdemos as chances que ainda tínhamos de conseguir a permanência de 1 ano no país. Sendo assim, a partir daquele dia, os vistos seriam apenas de 8 meses. Como já tínhamos quase três meses na Irlanda, pegaríamos um visto de mais 5 meses, o que pra gente seria muito desvantajoso. 

Para quem não sabe, por cada visto pagamos um valor de 300 euros. Imaginem vocês: a principio, pagaríamos esse valor para uma permanência de 1 ano no país (podendo renovar só após esse período) e agora teríamos que pagar 300 euros para permanecer por mais 5 meses na Irlanda, sem mais direito aos 6 meses de férias. Então, esse foi um dos motivos pelo qual o decidimos encerrar nosso intercâmbio em Dublin e virmos pra Itália. 

Não voltaremos para o Brasil ainda, viemos visitar a irmã do Sam e tentar começar nossa vida a dois aqui. Porque até então, estávamos compartilhando uma big casa com muitas pessoas. Apesar de ser um lugar sossegado e termos um quarto só nosso, não é o nosso lar! Bom, para que o post não fique muito longo, vou encerrar por aqui. Apenas queria que vocês soubessem, de uma forma geral, o porquê dessa mudança repentina. 

Abraço e fiquem com Deus.